De 7 a 12 de novembro, a SIA acompanhou as comitivas de produtores rurais de Santa Catarina e do Paraná, na Farm Fair International, que acontece todos os anos em Edmonton, Estado de Alberta, no Canadá. Essa é umas das principais exposições de gado de corte desse país, sendo Alberta o Estado que mais produz carne bovina.

O convite para participar da feira veio já em 2014, quando a SIA organizou a visita de uma comitiva canadense, liderada por Stacy Falker (organizadora da Farm Fair International) a Expointer. Nessa ocasião, o objetivo deles, além de conhecer nosso gado, foi de entender qual o animal e raça que os produtores do Sul do Brasil buscam. Dessa forma, o objetivo de ir ao Canadá foi apresentar a genética canadense e com esta aproximação fazer negócios com os produtores convidados. O Canadá tem um programa que subsidia parte da viagem, tendo ficado a cargo da SIA a seleção dessas pessoas.

Por ocasião da Expointer, Marcelo Wallau, na época aluno de doutorado da UFRGS, foi o nosso interprete e pela sua eficiência em acompanhar a comitiva, foi convidado a ser o Embaixador da Farm Fair na América do Sul pela Stacy.

Ano passado a comitiva gaúcha contou com 3 produtores e em 2017 levamos 17, cinco de Santa Catarina, capitaneados por Marcos Pagani, Diretor Financeiro e Presidente da Comissão de Pecuária da FAESC (Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina) e membros da sua diretoria, do Paraná foram 12, dois do Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Paraná), representados por Rodolpho Botelho e dez produtores da Cooperativa Padrão Beef, liderados por Piotre Laginski.

Os dias da viagem foram divididos em visitas às feiras de animais e equipamentos e às propriedades produtoras de genética e a uma de recria em confinamento. Em relação a genética, a feira tem a sua competição por raças e no último dia, todos os grandes campeões, machos e fêmeas, de todas as raças são avaliados novamente e o Supremo campeão e campeã entre todas elas são eleitos. Nesta edição, nos machos foi a raça Limousin e nas fêmeas uma vaca charolesa foi a Campeã Suprema.  

Durante esses dias no Canadá, que foram todos eles de temperaturas negativas, podemos conhecer como que se produz de forma eficiente sem margens para erros, visto que eles têm mais de 6 meses de neve e na janela de produção, só dispõem de duas semanas para realizar os plantios das culturas que serão o alimento para o gado durante o inverno. Segundo Piotre Laginski, o grande aprendizado que trouxemos para o Brasil é ORGANIZAÇÃO e PLANEJAMENTO, pois temos todas as condições e facilidades de produzir e não as usamos de forma eficiente. Além disso, as propriedades possuem em média poucas cabeças, mas essas são muito eficientes e com excelente genética.